sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uso de telemóveis tem impacto na actividade cerebral

O estudo - levado a cabo entre o dia 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2009 por investigadores americanos do National Institutes of Health (NIH) - conclui que usar um telemóvel durante 50 minutos causa um pico no metabolismo da glicose cerebral, um marcador da actividade do cérebro.



Este pico acontece precisamente na área do cérebro mais próxima da antena, concluíram os investigadores ao analisarem os exames dos 47 participantes neste estudo com recurso a Tomografias por Emissão de Positrões (PET scan).

Ainda não se sabe, porém, o que estes resultados representam realmente para a saúde humana. Ainda é cedo para se poderem retirar conclusões acerca dos efeitos de longo prazo do uso de telemóveis na saúde. Estes são apenas os mais recentes dados sobre o tema da eventual ligação entre telemóveis e risco de desenvolvimento de cancro que tem preocupado os médicos e os cientistas desde que os telemóveis se massificaram em todo o mundo, a partir da segunda metade da década de 1990.

Há muito que se discute a possibilidade de as radiações emitidas pelos telemóveis poderem ter efeitos cancerígenos. Essas radiações são, em rigor, chamadas de campos electromagnéticos de radiofrequência modulada.

Michael DeGeorgia, neurologista em Ohio, no University Hospitals Case Medical Center, citado pelo AOL Health, adiantou que “esta não é a ligação final [entre uso de telemóveis e] aos tumores cerebrais. Mas levanta questões provocatórias”, acrescentou.

Os próprios investigadores são, porém, os primeiros a dizer que o estudo não apresenta resultados definitivos. “Os resultados deste estudo provam que uma exposição prolongada ao telemóvel afecta a actividade metabólica do cérebro. Porém, estes resultados não fornecem qualquer informação acerca dos efeitos potencialmente cancerígenos oriundos de uma utilização crónica do telemóvel”.

O receio dos investigadores é que as ondas de radiofrequência possam fazer com que as células do cérebro sofram mutações e originem tumores.

O estudo, liderado por Nora D. Volkow, do NIH, não encontrou nenhuma diferença no metabolismo geral da glicose em todo o cérebro quando os participantes no estudo falavam ao telemóvel. O que encontraram, sim, foi um efeito localizado na região do cérebro mais próxima da antena. Aqui, o metabolismo da glicose aumentou em sete por cento em relação à actividade normal, quando as pessoas passavam perto de uma hora ao telefone. “Isto mostra que as regiões que absorveram mais ondas de radiofrequência quando expostas ao uso do telemóvel foram as que mostraram um aumento no metabolismo da glicose”, escreveram os cientistas. “Estes resultados mostram que o cérebro humano é sensível aos efeitos dos campos electromagnéticos de radiofrequência modulada em casos de sobreexposição”.

Aquilo que não se sabe exactamente é o que é que estes picos no metabolismo da glicose - ainda que localizados - podem fazer, a longo prazo, aos utilizadores que passam muito tempo a falar ao telemóvel.

Até que haja mais dados, os especialistas advertem que os utilizadores deverão evitar encostar os telemóveis directamente ao ouvido (podem fazer uso de um kit mãos livres) e limitar o tempo de exposição.
Fonte: Público



O receio dos investigadores é que as ondas de radiofrequência possam fazer com que as células do cérebro sofram mutações e originem tumores
O receio dos investigadores é que as ondas de radiofrequência
 possam fazer com que as células do cérebro
 sofram mutações e originem tumores (Paulo Pimenta)

Recordar...Workshop Cuidar da Pessoa com Doença de Alzheimer

Nos dias 16, 17 e 18 de Fevereiro foi realizado, na Delegação da RAM, um workshop que se destinava a promover a preparação das pessoas que prestam cuidados às pessoas com Demência de Alzheimer. 


Este workshop contou com a presença de oito formandos e teve o contributo da área da psicologia e enfermagem.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Recordar...Espectáculo de Solidariedade

No passado Sábado, dia 19 de Fevereiro de 2011, tivemos o privilégio de assistir a um grande espectáculo teatral e musical.


Cerca de 320 pessoas assistiram a este evento de angariação de fundos.

A Delegação da RAM da Associação Alzheimer Portugal deseja agradecer à Paróquia da Nazaré, na pessoa do Pe. Marcos Pinto, a cedência do Salão Paroquial e a divulgação deste acontecimento, ao Grupo Memórias (em especial à Lúcia Fernandes, Cristina Fernandes e Carolina Fernandes) e à JMV do Campanário, pela dedicação à peça e em ajudar a nossa Delegação, ao Sr. Jorge Gonçalves e a Norberto Gonçalves da Cruz, pelo talento com que nos brindaram com os bandolins e à Enfertuna pela animação que nos proporcionaram. 



Por último, agradecemos aos órgãos de comunicação social  envolvidos na divulgação deste evento.


A todos, o nosso enorme reconhecimento e agradecimento.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Entrevista - Presidente da Delegação da RAM



Oiça amanhã na Antena 1 Madeira, pelas 10 horas, a entrevista de Marta Cília, no programa De Viva Voz, à presidente da Delegação da RAM, enfermeira Maria Lúcia Silva Dias.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Workshop - Cuidar da Pessoa com Doença de Alzheimer

Com o objectivo de promover a preparação das pessoas que prestam cuidados às Pessoas com Doença de Alzheimer, a Delegação da Madeira, da Associação Alzheimer Portugal irá realizar na sua Sede, nos dias 16, 17 e 18 de Fevereiro de 2011, entre as 17h30 e as 20h30, um workshop destinado a Cuidadores Familiares de Pessoas com Demência. O workshop terá a duração de 9 horas, e um valor de inscrição de 25€.


Para mais informações/ inscrições, os interessados deverão contactar-nos pelo tel./ fax: 291772021 ou pelo correio electrónico: geral.madeira@alzheimerportugal.org.



19 de Fevereiro: Teatro Solidário



Dia 19 de Fevereiro, às 20 horas, no Salão Paroquial da Nazaré, será realizada uma peça de teatro intitulada: A Voz do Coração, com o Grupo "Memórias" e a participação especial da Juventude Mariana Vicentina de Campanário, para angariar fundos para a Delegação da RAM da Associação Alzheimer Portugal. 


No fim da peça de teatro poderá apreciar o espectáculo dado pela Enfertuna (Tuna de Enfermagem da Madeira). 


Cada bilhete tem o preço de 2 euros (bilhete normal) ou de 1 euro (pessoas com mais de 65 anos e crianças até aos 12 anos) e podem ser adquiridos na Delegação da RAM (Avenida Colégio Militar, Complexo Habitacional da Nazaré; contacto telefónico - 291 77 20 21) ou na recepção da Igreja da Nazaré.


Convida-mo-lo a participar neste espectáculo de solidariedade, que tem como principal objectivo a ajudar a nossa Associação ajudar quem mais precisa! 


Contamos consigo!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Doença de Alzheimer vai ter mais atenção do Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu aprovou um relatório da eurodeputada Marisa Matias que exige à Comissão Europeia maior atenção à doença de Alzheimer e outras demências.

10 milhões de europeus – tanto como a população portuguesa – sofrem de doenças demenciais, a maioria Alzheimer. E, por enquanto, a generalidade dos países não tem respostas quer para a prevenção quer para o tratamento da doença e apoio aos cuidadores.
Uma situação que o Parlamento Europeu quer que mude o mais rapidamente possível.

98% dos deputados europeus deram aval ao Relatório de Marisa Matias que chama a atenção para a gravidade das doenças demenciais na Europa dos “27” e para a urgência com que é preciso atacar o problema. A cada 24 segundos um novo caso é diagnosticado mas muitos mais são os que ainda continuam por identificar. O número de doentes duplica a cada 20 anos mas nos maiores de 65 anos essa duplicação acontece de quatro em quatro anos.

Em Portugal há cerca de 100 mil casos identificados mas a realidade deve ser pelo menos o dobro. Com tão forte apoio a deputada bloquista espera que a Comissão Europeia tome medidas de incentivo à investigação das causas da doença, de avanço no diagnóstico precoce e na prevenção, além do necessário apoio aos cuidadores.

Para Marisa Matias, a pressão sobre a Comissão Europeia é agora muito grande.
A doença de Alzheimer e outras demências são cada vez mais faladas mas na verdade há pouca informação concreta sobre as implicações de saúde para o próprio e familiares, sociais e económicas. Essa é uma das razões que levou a eurodeputada portuguesa a propor a realização do Ano Europeu de Saúde Mental em 2014.

O tempo necessário para saber mais sobre este tipo de doenças. O relatório foi elaborado ao longo dos últimos seis meses e nesse período 700 mil novos casos foram diagnosticados na União Europeia.



Fonte: Rádio Renascença

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Parlamento Europeu vota relatório de eurodeputada portuguesa sobre doença de Alzheimer

Os eurodeputados querem que a União Europeia (UE) reforce a cooperação e a coordenação dos esforços de investigação clínica e que promova a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a prestação de cuidados aos doentes com Alzheimer.

A responsável pela posição do Parlamento Europeu, Marisa Matias, defendeu na sessão plenária a necessidade de “mais investigação, mais cooperação” entre os Estados-membros da União Europeia, assim como um aumento dos cuidados especializados e do apoio às famílias com este problema.


Não existe actualmente uma política de prevenção específica da doença de Alzheimer. Os eurodeputados encorajam a implementação dessa política a nível europeu, bem como o diagnóstico precoce, a igualdade no acesso ao tratamento e a oferta de serviços adequados.

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais frequente após os 65 anos. Esta doença produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar e memorizar, produzindo alterações no comportamento.



A doença de Alzheimer é mais frequente após os 65 anos
A doença de Alzheimer é mais frequente após os 65 anos 
(Foto: Daniel Rocha/arquivo)

 
O relatório propõe, por exemplo, a criação de centros especializados nos Estados-membros e o intercâmbio de melhores práticas no domínio da investigação destas doenças, visando reduzir as desigualdades existentes entre os Estados-membros e no interior de cada país em matéria de diagnóstico e tratamento.

Fonte: Público

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alzheimer é detectável antes dos primeiros sintomas



Investigadores britânicos anunciaram que encontraram forma de detectar o Alzheimer anos antes de os primeiros sintomas surgirem, através de uma punção lombar combinada com um exame que sinaliza a contracção do cérebro.


Segundo o website da televisão pública britânica BBC, cientistas do Instituto de Neurologia da Universidade de Londres (College University) acreditam que estes exames combinados são capazes de identificar pacientes com sinais de demência precoce, podendo administrar, mais cedo, medicamentos para retardar ou parar a doença.

Esta proposta analisa se o cérebro está a encolher e se os níveis de uma proteína chamada amiloide estão mais baixos do que o normal no líquido cefalorraquidiano, que envolve o cérebro e a espinal-medula.

De acordo com vários especialistas, perante a doença de Alzheimer é verificável uma diminuição do volume do cérebro e uma inusual acumulação de amiloide no cérebro, o que significa menos proteína no líquido cefalorraquidiano da espinal-medula.


A equipa do Instituto de Neurologia londrino espera que estes exames possam trazer uma maneira de detectar a doença muito antes do que é actualmente possível. Para confirmar esta teoria, recrutaram 105 voluntários saudáveis para passar por uma série de exames, como punções lombares para testar os níveis de amiloide no líquido cefalorraquidiano e análises ao cérebro para averiguar se encolheu.

Os resultados, citados pela BBC, revelaram que os cérebros dos indivíduos com baixos níveis de amiloide (38 por cento do grupo) encolhem duas vezes mais rápido do que os restantes voluntários, sendo que estes indivíduos tinham cinco vezes mais probabilidades de ter o gene APOE4 (do Alzheimer) e apresentavam altos níveis de uma outra proteína identificada nos casos da doença, a tau.

Embora seja cedo para saber se algum destes voluntários vai desenvolver Alzheimer, os investigadores acreditam que as suspeitas podem ser confirmadas no futuro e, assim, permitir quais os medicamentos que vão atrasar ou prevenir a demência.

Segundo a BBC, as punções lombares e os exames ao líquido cefalorraquidiano da espinal-medula são pouco usados no Reino Unido, onde 465 mil pessoas são afectadas por Alzheimer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Caminhe, pela sua saúde!

Caminhar cerca de seis ou mais quilómetros por semana pode ajudar a manter a memória activa na velhice, sugere um novo estudo. Os idosos que andam pelo menos seis quilómetros por semana apresentam mais massa cinzenta no cérebro do que aqueles que levam uma vida mais sedentária e, segundo diversos estudos, maiores quantidades de massa cinzenta significa um menor risco de vir a sofrer de problemas de memória e pensamento.

Estes resultados vêm juntar-se a todo um conjunto de pesquisas que têm vindo a demonstrar que a prática regular de exercício físico, como caminhar ou dançar, não é apenas boa para a saúde cardiovascular, mas também para o cérebro.

"O tamanho do cérebro diminui na vida adulta tardia, o que pode causar problemas de memória," disse o investigador Kirk I. Erickson, Ph.D., da Universidade de Pittsburgh. "Os nossos resultados devem incentivar as experiências de exercício físico para idosos como uma abordagem promissora para prevenir a Doença de Alzheimer."

Este estudo, parte integrante do Cardiovascular Health Study, envolveu 299 homens e mulheres que vivem em áreas urbanas. A sua idade média era 78 e nenhum sofria de Doença de Alzheimer ou outros problemas de memória.

Os pesquisadores descobriram que pessoas que andavam pelo menos cerca de seis a nove quilómetros, registam um maior volume de massa cinzenta do que pessoas que não caminhava, tanto. Passados quatro anos, 116 dos participantes, 40%, desenvolveram sérios problemas de memória ou outros sintomas da Doença de Alzheimer.
Os resultados demonstram que aqueles que caminhavam mais tinham metade do risco de desenvolver problemas de memória em comparação com participantes menos activos. Muitos estudiosos e médicos acreditam que o exercício seja susceptível de reduzir o risco da doença de Alzheimer.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o exercício regular ajuda a proteger contra a deterioração do tecido cerebral no hipocampo e em outras áreas críticas para a memória e pode proteger contra Alzheimer e outros tipos de demência.

Isto é especialmente importante para incentivar ao exercício físico em todas as fases da vida, dadas as evidências crescentes de que o risco de Alzheimer pode ser diminuído através da prática de exercício físico, durante a meia-idade.

Caminhar é, assim, uma actividade que proporciona benefícios em qualquer idade



Fonte: http://www.alzheimerportugal.org/